Parecia um "até logo". Ainda sabe a isso.
Aquele adeus não parecia real. Levei dias a assimilar a profundidade e consistência daquela despedida. Ainda me soa como um "até logo".
Quando as coisas são vividas de modo intenso, deixam-nos num estado de deslumbramento que ofusca a realidade e distorce as coisas. E parece que o mundo é mesmo como o estamos a ver naquele momento, seja ele bom ou mau.
Doeu, quando acordei.
Esqueci-me de que eras um pássaro. Não me lembrei de que tinhas asas e que elas servem para voar. Não me mentalizei logo de que em breve terias de as abrir. Ou melhor, sabia, mas queria manter-te na minha gaiola. Queria que abrisses as tuas asas para me cobrir e não para voar para longe.
Claro, eu já devia estar habituada.
Mas não estava preparada para isto. Foi muito repentino.
Foi bom.
És um pássaro e eu agradeço-te por teres vindo cantar no meu parapeito cinzento e sem sol.
Aquele adeus não parecia real. Levei dias a assimilar a profundidade e consistência daquela despedida. Ainda me soa como um "até logo".
Quando as coisas são vividas de modo intenso, deixam-nos num estado de deslumbramento que ofusca a realidade e distorce as coisas. E parece que o mundo é mesmo como o estamos a ver naquele momento, seja ele bom ou mau.
Doeu, quando acordei.
Esqueci-me de que eras um pássaro. Não me lembrei de que tinhas asas e que elas servem para voar. Não me mentalizei logo de que em breve terias de as abrir. Ou melhor, sabia, mas queria manter-te na minha gaiola. Queria que abrisses as tuas asas para me cobrir e não para voar para longe.
Claro, eu já devia estar habituada.
Mas não estava preparada para isto. Foi muito repentino.
Foi bom.
És um pássaro e eu agradeço-te por teres vindo cantar no meu parapeito cinzento e sem sol.

